AERONAVE LEVE WEGA

REV. 19/07/2015

Aeronave de asa baixa, empenagem convencional, cabine para dois ocupantes lado a lado, trem de pouso retrátil triciclo, conjunto moto propulsor instalado no nariz, construção em composite.

 

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO WEGA:

-Desempenho elevado na sua categoria;
-Trem retrátil escamoteável acionamento eletro-hidráulico;
-Boas características de vôo acrobático;
-Alta velocidade de cruzeiro;
-Excelente manobrabilidade;

-Construído em compósito, com elevado acabamento;
-Uso de materiais de ponta; Fibra de carbono, fibra vidro de alta tecnologia e matriz epóxi;
-Alta qualidade de dimensionamento;
-Potencia de motorização entre 180hp a 215hp;
-Facilidade de manutenção;
-Conforto e ergonometria;
-Design moderno;

 

DESCRIÇÃO GERAL:

ASA

A asa em forma trapezoidal tem uma razão de afilamento de 0.5 com um perfil de maior espessura na raiz para aumentar a resistência da caixa de torção junto à raiz da asa.
São usados perfis laminares porque o avião é todo confeccionado de materiais compostos em moldes com excelente acabamento superficial e dimensional.
Na raiz tem o perfil NLF (1)-0215F (natural laminar flow), que apresenta um bom coeficiente de sustentação com baixo arrasto e momento pequeno, e na ponta o perfil Wortmann FX-62-K-131, com um ângulo de stol maior que o NLF e um arasto menor.

A diferença de stol destes dois perfis provoca uma torção aerodinâmica de -2º, mais uma torção geométrica de -2º somando um total de -4º para um stol suave e gradual começando junto à raiz da asa.

Para voo cruzeiro os flaps e os ailerons são defletidos em 10 negativos, ambos os perfis são projetados para isso.

É construída em uma única peça, com dupla caixa de torção, confeccionada em materiais compostos no sistema sanduíche, com matriz epóxi e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell* moldada no sistema de infusão a vácuo.

A longarina principal da asa é construída na forma de caixa em uma única peça (sem emendas na secção central) em fibra de carbono com matriz epóxi usando como material de compressão madeira de freijó e fibra de vidro.

A longarina posterior da asa é construída em fibra de carbono com matriz epóxi, usando madeira de Freijó na área de compressão.

As nervuras são em espuma rígida de PVC divinicell*, revestidas por laminação de fibra de vidro com matriz epóxi.

A fixação da asa na fuselagem é feita através de sedes ancoradas na fuselagem, nas quais as longarinas da asa se encaixam por baixo e são fixadas com parafusos 10 mm.

 

FUSELAGEM

Construída em materiais compostos no sistema sanduíche com matriz epóxi, e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell*, moldada no sistema de infusão a vácuo, com excelente acabamento superficial e dimensional. As cavernas são de divinicell* laminadas com fibra de vidro.

O cone de cauda tem tensores de fibra de carbono fundidos com o sistema de sanduíche.

A deriva é parte integrante da fuselagem moldada em uma única peça, com longarinas construídas em fibra de carbono, usando como material de compressão madeira de freijó e fibra de vidro.

 

EMPENAGEM

Utiliza perfil NACA 64-A-012

Estabilizador, profundor, compensador e leme são construídos em materiais compostos no sistema sanduíche, com matriz epóxi, e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell*, moldada no sistema de infusão a vácuo, com excelente acabamento superficial e dimensional.

As longarinas são construídas em fibra de carbono com matriz epóxi, usando como material de compressão madeira de freijó e fibra de vidro.

As nervuras são em espuma rígida de PVC divinicell*, laminadas com fibra de vidro.

A montagem do estabilizador horizontal é feita cruzando as longarinas verticais e horizontais, unidas com resina/flox e parafusos.

 

SISTEMAS DE COMANDO

Todas as superfícies de comando são balanceadas

As superfícies de comando são construídas em materiais compostos no sistema sanduíche, com matriz epóxi, e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell*, moldadas no sistema de infusão a vácuo, com excelente acabamento superficial e dimensional.

As longarinas são construídas em fibra de carbono com matriz epóxi, usando como material de compressão madeira de freijó e fibra de vidro. As nervuras são de espuma rígida de PVC divinicell*, laminadas com fibra de vidro.

Os ailerons são acionados por tubos de aço 4130 com unibol, guinhois em aço inox 304, rolamentados e dobradiças em aço inox 304 com buchas de plástico de alta tecnologia.

Os flaps tipo convencional, acionamento elétrico, através de tubos de aço inox 304 com unibol e dobradiças em aço inox 304 com buchas de plástico de alta tecnologia.

O profundor é acionado por tubos de alumínio 6061-T6 com unibol, através de guinhóis rolamentados em aço inox 304 e dobradiças de aço inox 304 com buchas de plástico de alta tecnologia.

O compensador do profundor é atuado eletricamente através de motor especifico.

O leme é acionado por pedais duplos e ajustáveis, através de cabos de aço inox flexíveis, conduzidos por roldanas fenólicas rolamentadas.

 

TREM DE POUSO

Triciclo retrátil, construído em aço SAE 1026 e alumínio liga A356-T6 com amortecimento a óleo/gás

Recolhimento hidráulico através de cilindros, acionados por uma bomba eletro-hidráulica.

Trem principal com freio a disco de alta performance, acionamento individual através da parte superior dos pedais, roda de alumínio A356-T6 com pneus 5.00-5.

Bequilha comandada pelos pedais com roda de alumínio A356-T6 e pneus 5.00-5.

 

CABINE

Para dois ocupantes dispostos lado a lado semi-sentados, com duas portas laterais tipo gaivota com vedação em borracha e área “envidraçada” de plexiglass.

Largura interna máxima da cabine 1,08 metros

Boa ergonometria, com comandos duplos inclusive o freio e pedais reguláveis em vôo.

Ventilação através de duas entradas NACA nas laterais da fuselagem.

Para-brisa em plexiglass de 6 mm de espessura com sistema de desembaçamento.

 

 INSTRUMENTOS

A aeronave básica é equipada com dois Dynon Skyview 10” completos: Dois ADHARS dois GPS, monitoramento completo do motor 4 EGT 4CHT temperaturas, pressões, Manifould, RPM, computador de combustível, piloto automático, radio Dynon e transponder Dynon classe1 integrado ao sistema. Módulos dedicados de controle do Piloto Automático, altimetria, baro, rumo e intercom,

Mais os seguintes instrumentos analógicos: velocímetro, altímetro, velocidade vertical, bússola, indicadores de temperatura e pressão de óleo, não elétricos.

GRUPO MOTOPROPULSOR

As opções de motores podem ser de 180 até 215 HP, com peso variando de 140 a 160kgs.

A hélice não pode ser maior que 72 polegadas = 1,83 metros e deve ser adequada ao motor escolhido.

Configuração básica: Motor SUPERIOR IO-360-B1CD2, com dupla ignição eletrônica LSE PLASMA II PLUS e Hélice MT Alemã tri-pá MTV-12-B/180-59b de velocidade constante.

Motor 4 tempos de 360 polegadas cúbicas, refrigerado a ar, injetado, constant-speed, direct drive, dynafocal tipo #1 com um peso de 140 kg e 180 HP
Consumo médio a 75% da potencia é de 32 litros por hora.

 

SISTEMAS DIVERSOS

Sistema de combustível: Possui uma seletora, uma bomba elétrica (booster) um medidor de fluxo, um gascolator com dreno, uma bomba mecânica e dois tanques de 107 litros consumíveis, total 214 litros, localizados no bordo de ataque da asa, cada tanque possui um bocal de abastecimento com chave, medidor capacitivo de volume, respiro, dreno e reservatório de 2,5 litros não consumíveis.

Sistema pneumático: Possui um pitot com medidor de ângulo de ataque instalado no intradorso da asa esquerda e duas tomadas estáticas nas laterais da fuselagem.

Sistema elétrico: Possui um gerador de energia elétrica, ligado através de um retificador a duas baterias e estas a dois barramentos totalmente independentes.
Todos os circuitos são ligados através de “breaks”, disjuntores termo magnético.

O sistema elétrico é duplo permitindo a transferência de todas as cargas de um sistema para outro apenas acionando chaves no painel

 

Sistemas de antenas: Possui uma antena de comunicação VHF, e outra para o transponder, ambas embutidas nos laminados de fibra.